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sexta-feira, 24 de janeiro de 2020

É melhor ficar atento....



É melhor ficar atento aos lugares e as pessoas....
Que procurar sonhos...
Encontrando desilusões...

Na rua em que eu moro...
Pedras azuis...
Conhecem minha história...
Vivi ardis...
Testemunhas de minha trajetória...

Tudo aqui é um palco de emoções...
Pecados deliciosamente cometidos...
Sem arrependimentos...
Sem perder juízo...

Uma vida cheia de cores...
Valores...
Sabores...
De tudo um pouco...
Experimentei..
Com moderação...
Sem me perder...

Meus erros fazem parte da minha vida...
Errar também é um acerto...
Um jeito...
De melhorar...

Certeza sempre tive...
Carrego comigo essa idéia..
Manter a chama acesa...
Que nunca deve se apagar...
E na esperança que um dia tive...
Meus sonhos sempre irão se abrigar...

Ao homem é permitido...
Estender suas asas ao infinito...

A liberdade é plena...
Horizonte pode alcançar...
A mais bela estrela pode tocar...
Sonhar, viver, sentir...
Fazer seu destino...
Por aí...

Quando ama tudo transforma...
O fel vira mel...
As distâncias se encurtam...

Nasce então a Poesia...
Fazendo-se presente...
A alma sente...

Tormentas da vida perdem o sentido...
Não há perigo...
Em coração alheio...
Encontra abrigo...

As mãos entrelaçadas...
Antes distantes...
Agora alcançadas...
Fazem bater em uníssono ...
O coração partido...
Possuindo um sentido...

É tão bom sorrir...
E nos olhos do amor se ver...
Rosto enrusbescer...
Corpo tremer...

Ah...
Quero voltar a amar...
E tudo isso voltar a sentir...

Permita Deus que eu possa...
Antes de partir...
Deixando de sofrer...
Mais uma vez viver...

Ele morreu...




#Ele #morreu...
Ninguém sabe o porquê...

Overdose de amor...
Talvez por sofrer...

Desde a tenra idade foi criança solitária...
Brincava sempre sozinho...
Seus sonhos era seu ninho...

De vontade forte...
"Diabo louro" era chamado...
Muito tímido...
Algumas vezes confundido...
Com moleque mau-criado...

Era diferente...
Brincava sozinho de pique-esconde...
De Deus ele se escondia...
E rindo como podia...
Desafiava a divindade...
Para lhe encontrar naquela folia...

Imaginava que o mundo era todo seu...
Estranha e grande fantasia...
Inocentemente feliz...
Enquanto crescia...

Ele dizia que era tão bom...
Quando o pai lhe carregava em seus ombros...
Seu avô o chamava de "bolinha"...
E quando sua mãe preparava guloseimas...
Não saia da cozinha...

Brincava no barro...
Caminhão...
Casinha...
Brincadeiras de roda...
Era só alegria...
Jogava peão...
Sempre ganhava na amarelinha...

Mas foi crescendo...
E triste foi ficando...
Descobriu o chorar...
Quando muitos no céu foram morar...

As peraltices deixaram saudades...
Quando se apaixonou pela primeira vez...
A criança foi embora...
O rapaz apareceu...
E na paixão não correspondida...
Sofreu...

Sonhou, um dia, ir embora...
O mundo descobrir...
Dizia que queria viver...
Fazer por merecer...
Continuar a crescer...
Não mais sofrer...

Então...
Na ilusão presente...
Conheceu muita gente...
Acreditando que tudo era bom...
Se perdeu...

O espelho lhe enganou...
Promessas falsas lhe fez...
Maldade o circundou...
Sua fé pereceu...
Sorriso perdeu...
Teve medo de abraçar...
Teve medo, de mais uma vez, se doar...

Anos foram passando...
E ele sempre lamentando...
Pelo mundo mágico que um dia acreditou...
Pela magia que terminou...

Nunca mais confiou...
Nunca mais amou...
Nunca mais sentiu...
Tudo esfriou...

As pedras azuis podem testemunhar...
Mas são caladas...
Não querem essa história contar...

As árvores jazem mortas...
Foram seus pais que plantaram...
Disseram a ele que, em suas sombras, teria abrigo...
Quando, já não mais aqui estivessem...

Tudo se foi...
Restou para ele o testemunho vazio dos tijolos...
Da casa que em dias passados...
Felicidade fazia morada...
Das belas flores de sua mãe...
Tão perfumadas...
Do colo do pai...
Abrigo escondido....

Descobriu lentamente...
O tempo é um professor...
A amadurecer...
Superar a dor...

"- Assim é a vida... " Dizia...
Aprendeu...
Acostumou...
A colecionar alegrias...
E guardar as tristezas também...

Do cálice da amargura...
Ele não bebeu...
Mas também não temia...
Sabia...
Que tudo nessa vida é efêmera...
Que termina um dia....
Desde a grande alegria...
Até a torturante agonia...

Ele confiou em Seu Criador...
Pois ter fé...
É aceitar sem realmente saber...
O que está para acontecer...
E sempre vale a pena viver...



quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

Triste jacú...



Jacú tão triste...
Sob garoa...
Sob chuva...
Indolente...

Hoje não canta...
Hoje nem pia...
Não procura suas frutas...
Tristeza é sua companhia...

Triste jacú...
Por que tamanha tristeza?
Sozinho...
Assustado...
Calado...
Com frio...
Molhado...
Não quer voar...
Para onde iria?

Tão triste jacú...
Jacú tão triste...
O céu o compreende...
O firmamento chora...
Vendo a grande tristeza de coração...
Aumentando mais sua solidão...

O vento frio sopra...
Convidando o jacú para brincar...
Mais ele não quer...
Não quer voar...
Só quer ficar assim...
Aguardando...
Esperando...
Sabe-se lá o por quê...

Ah... jacú triste...
Tão triste jacú...
Que fez o jardim...
Também triste chorar...
Deixem assim o jacú triste ficar...
Quem sabe amanhã...
Quando o sol voltar a brilhar...
Faz a tristeza do jacú ir embora...
E ele feliz...
Volte a voar...

História sem fim...



Todos nós vivemos assim...
Cada um, em particular...
Tem um estranho jeito de sentir...
De longas gerações...
De eras em eras passadas...
Surgi...
De um útero seguro fui expulso...
Chorei e aqui cheguei...
Lágrimas foram secadas...
Por beijos amados...
Abraços recebi...
Fui recompensado...
Pelo mundo que perdi...
Tão logo me vi querido...
Por todos envolvido...
O meu choro esqueci...
Ouvi estórias...
Contos de fadas...
Alimentado...
Bem cuidado...
Educado...
Cada vez mais ...
Fui crescendo...
O brilho de meus olhos...
Em infância serena...
É o que mais tenho saudade...
Antes de conhecer...
A disfarçada maldade...
Um sorriso verdadeiro...
Um inocente olhar...
Nunca deveria de nós ser tirado...
Assim tudo foi descortinando...
Véu por véu...
Ilusões fui conhecendo...
Alegrias e tristezas...
A todas mãos fui segurando...
E não é assim?
Balança que temos que ter por igual...
Para não enlouquecer nesse mundo afinal...
Processo penoso...
Não tão pouco merecido...
Aprender...
Crescer...
Amadurecer...
Sabedoria atingir...
Do cálice da amargura...
Beber até o fim...
Do bom vinho...
Saborear...
Só não poder deixar de sorrir...
Em Deus confiar...
Dele não se afastar...
Manter a chama acesa...
Custe o que custar...
Nas procelas que virão...
Nas pontes a atravessar...
Em sendas escolhidas ou levadas...
Pela nossa decisão...
Em noites sem lua...
Sem estrelas a nos guiar...
Até mesmo quando o vento frio soprar...
E minha carne tremer...
E meus ossos...
Não puderem mais aguentar...
Única verdade terei...
Minha história não terá fim...
Asas vou ganhar...
E novamente terei...
Um novo brilho no olhar...

Não há explicação...




Se for pra ser...
Certeza que nada é por acaso...
Por um longo momento calado...
Destino comigo falou...
Fale comigo agora...
Por favor...
Fale comigo agora...
Venha comigo...
Não se preocupe com isso...
Venha comigo...
Foi dificil de dizer...
Foi difícil de entender...
Era hora de seguir adiante...
Ele tinha que fazer isso...
Outra vez....
Então...
Todos olharam uns para os outros....
Todos se viraram e olharam...
E os dois se viraram...
E caminharam para longe...
Foram viver...

O que mais precisamos...



O que mais precisamos...
É o que temos de graça...
Amanhecer dourado...
Bom dia para viver...
Orvalho subindo ...
Para o céu azul...
Pássaros em trinados...
Doce melodia a ouvir...
Aquela flor tão esperada...
Se abrir...
Se a tarde for nublada...
Vai faltar...
Noite prateada pelo luar...
Tranquilidade na vida...
Esperança a sorrir...
Viver mais simples que puder...
Só bem observar...
Toda essa teia...
Onde tudo está ligado...
Correr atrás do tempo é tolice...
Nunca vamos alcançar...
O que não existe...
Tempo é uma palavra ...
Que é muito usada...
Para definir um momento a sentir...
O seu não é o meu...
O meu não é o seu...
Contar anos...
Contar horas...
Para que afinal ?
Vai recuperar as que se foram?
Vai adiantar as que vão chegar?
Eternidade?
Deixa para lá...
Prefiro andar lentamente...
Sentar em um banquinho quando der vontade...
O café da rodoviária tão quentinho...
As andorinhas procurando seus ninhos...
Ah..
Como é bom viver...
Como é bom tudo sentir...
Escutar , no fim dessa tarde, conversas fiadas lá longe de pessoas a sorrir...
Noite que anuncia...
Sem lua...
Mas sei que está lá...
Ver minha novela...
Dormir...
Amanhã novo dia...
Se Deus permitir...