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domingo, 28 de dezembro de 2025

Amor de mentira


 

Amor de mentiras...

Feito de promessas impensadas...

Enquanto m’enganava a esperança...


Sonhos de olhos abertos...

Entre idéias e espíritos que pairavam...

Entre o lá e o cá...

Nas ansias mortais e das angústias que palpitavam...


Errante, ao turbilhão dos ventos...

Houve perfumes d’amor...

Houve doces venenos d’alma...

Entre destinos que já não me oferecem o acaso...

Razão tive, de viver bem magoado...


No duro aprendizado fiz-me escravo...

Ceguei-me...

Diante tanta ansiedade...

E desse que era meu já me não lembro…

Labirinto de um cego encantado...


Que a mim Deus então me salve...

De incômodos, de penas, de cansaços..

Desse sonho secreto e fascinante...

De meus olhos buscando os teus por toda a parte...


Sandro Paschoal Nogueira